30 anos de conservação do hotspot de biodiversidade da Mata Atlântica

30 anos de conservação do hotspot de biodiversidade da Mata Atlântica

Livro organizado pelo biólogo Luiz Paulo Pinto e a ambientalista Marcia Hirota aborda os esforços, avanços, conquistas e dificuldades enfrentadas ao longo de 30 anos de proteção e reversão da trajetória de degradação do bioma

27 de maio de 2022

O livro 30 anos de Conservação do Hotspot de Biodiversidade da Mata Atlântica: desafios, avanços e um olhar para o futuro, organizado pelo biólogo Luiz Paulo Pinto e a ambientalista Marcia Hirota, publicado pela Fundação SOS Mata Atlântica, aborda os esforços, avanços, conquistas e dificuldades enfrentadas ao longo de três décadas de proteção e reversão da trajetória de degradação da Mata Atlântica brasileira e aponta os caminhos para o futuro do bioma, o resgate da floresta e as iniciativas positivas da transição para a economia verde.

 

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A Mata Atlântica é reconhecida como uma das florestas tropicais mais extraordinárias do planeta, com elevados e incríveis índices de biodiversidade e endemismos (grupos de espécies que só se desenvolvem neste bioma). No entanto, os obstáculos para a sua proteção,  por sua complexidade biológica e socioeconômica, foram e continuam sendo enormes. Declarada Patrimônio Nacional na Constituição de 1988, a região abrange 17 estados e 3.429 municípios, com 70% da população brasileira e os maiores núcleos urbanos e industriais do país.

Como reforçam os organizadores, são vários os avanços e conquistas de conservação da Mata Atlântica nos últimos 30 anos, mas o bioma continua sendo um cenário desafiador para a implementação de uma economia de baixo carbono e uma sociedade sustentável com fortes fundações na proteção e conhecimento da sua biodiversidade.

A expectativa é que essa reflexão possa levantar novas propostas, ideias; aperfeiçoar, mudar rotas, criar novas estratégias e políticas públicas capazes de fortalecer e criar soluções mais duradouras de proteção da Mata Atlântica, assim como servir de inspiração e aprendizado para os demais hotspots de biodiversidade no mundo, e outras regiões do planeta em situação de conversão dos ambientes naturais, como na Amazônia brasileira, onde já existem áreas em situações próximas de um ambiente típico de hotspot com rápido processo de degradação”, escrevem na introdução.

Foto: Bart van Dorp

A obra aborda diferentes ciclos de intervenção, articulação e processos conduzidos pelo poder público, ONGs, universidade e empresas, baseados especialmente em cinco pilares: ciclos de planejamento e integração de ações, projetos, programas e políticas; geração de conhecimento científico para a formação de paisagens sustentáveis; mobilização e engajamento de diferentes setores da sociedade; desenvolvimento de ações e projetos no campo em diferentes escalas e contextos do bioma; e construção de políticas públicas nas diferentes esferas político-administrativas.

O livro é também um tributo ao legado de Luiz Paulo Pinto, falecido em 13 de março de 2022, durante o processo de finalização da obra, e que dedicou a vida, a trajetória acadêmica e profissional à conservação da biodiversidade da Mata Atlântica. 

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Foto: Léo Barrilari / SOS Mata Atlântica

 

Sobre os autores 

  • Luiz Paulo Pinto foi biólogo, especialista em mastozoologia e mestre em ecologia, conservação e manejo de vida silvestre pela UFMG. Diretor do Programa Mata Atlântica da Conservação Internacional (CI-Brasil) por quase 20 anos, atuou em diversos projetos de conservação de biodiversidade  no bioma. Foi também coordenador geral do subprojeto de identificação de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade de todos os biomas brasileiros, do Ministério do Meio Ambiente. Atuou como consultor da SOS Mata Atlântica, realizando um amplo levantamento das Unidades de Conservação Municipais da Mata Atlântica, que revelou dados importantes, até então desconhecidos, sobre a contribuição dessas áreas para a proteção do bioma. Luiz Paulo faleceu em março de 2022, durante o processo de finalização desta publicação.
  • Marcia Makiko Hirota é ambientalista, especialista em banco de dados e mestre em administração de sistemas de informação pela PUC-Campinas. Desde 1990, faz parte da equipe da Fundação SOS Mata Atlântica, atuando na coordenação de projetos, pesquisas, publicações, seminários, encontros e é autora de centenas de relatórios técnicos e artigos. Entre 1994 e 2020, coordenou o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Recebeu o Prêmio Muriqui Pessoa Física em 2011, cedido pela RBMA-UNESCO. Já foi diretora de gestão do conhecimento e, atualmente, é diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, ONG que tem como missão inspirar a sociedade na defesa do bioma mais ameaçado do Brasil.

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